20.9.06

Trair

Olá me ammores...Me pediram para que eu abordasse e comentasse sobre traição conjugal e este é o tema desta semana mil bacinis( 08/09/2006)
“A scuela di vita el banco é vuoto...Dove la liberta?"
TRAIR, OCULTAR, ENGANAR... POR QUE COMEÇAR?


Trair: definição: do Lat. Tradere, v. tr, atraiçoar; enganar por traição; ser infiel a;
denunciar; revelar; não cumprir; descobrir involuntariamente o que se pretendia ocultar; delatar; comprometer-se. (dicionário Aurélio)

ADULTÉRIO

"O triângulo afetivo, nunca se forma a contento, e,
termina, sempre, na vida, em trio de sofrimento”

. Refilmagem de A Mulher Infiel (1969).

É um tema polêmico e diversificado! Difícil falar sobre traição; mas vamos por partes: Pode ser aplicado a objetos, fatos e pessoas, como nos exemplos abaixo:

a) Definição de trair, genérico: ser infiel à. (algo, alguém, alguma coisa).

b) Objeto direto: Eu traí o Oscar

c) Objeto indireto: Eu traí minha pátria

d) Objeto direto/indireto: eu traí o ideal de meu partido

e) Intransitivo: Eu me traí.

Delatar um amigo, revelar segredos de alguém, ocultar um acontecimento importante, ou comprometer-se e não cumprir, etc. A humanidade em geral está sempre traindo. A mulher nunca é fiel ao mesmo perfume, ao mesmo estilo de cabelo, as mesmas cores que diz gostar... Sempre está mudando, embora diga firmemente que este é o seu predileto... É só surgirem novas marcas de produtos de beleza ou modas de vestuário e lá se vai a mulher a trair... O homem idem: troca de modelo de carro, de marca de cerveja etc. Só existe fidelidade ao seu time de futebol (para a vida toda o mesmo time... ganhando ou perdendo)... A criança não hesita em trocar o brinquedo novo pelo antigo e aparentemente predileto... Até animais de estimação correm o risco de serem trocados e consequentemente traídos por outros( cachorro, por gato, pássaro por tartaruga, e assim por diante.

Em relação aos relacionamentos porque seria diferente? Diante de pequenas traições cotidianas o que dizer entre pessoas envolvidas afetivamente? A traição pública mais antiga que conhecemos são as de cunho religioso: Eva e a maçã, Caín e Abel, Os irmãos de José do Egito, Judas e Jesus Cristo. Seja por dinheiro ou por inveja, não importam os motivos, nem os meios contanto que se atinjam os fins.... As traições históricas de Cleópatra, Príncipe Dom Pedro I, Príncipe Charles (mais recentemente) ou até mesmo George Busch e a estagiária.. Traições políticas: Jânio Quadros e a renuncia, Getulio Vargas (suicídio ou homicídio), Fernando Color de Mello, PC Farias, Paulo Maluf, etc. Traição aos ideais e a pátria: Joaquim Silvério dos Reis (delator de Tiradentes). Enfim trair e coçar é só começar... A traição e o egoísmo andam juntos, sim, pois o que importa é e o EU, o nosso ego satisfeito. Amigos que se traem, filhos que traem a família e vice-versa, empregados que traem seus empregadores, etc.

Existe a traição abstrata (ver, sentir, omitir, esquecer) e atire a primeira pedra quem nunca traiu até em pensamento... Imaginar um outro homem transando na cama ao invés do companheiro, sonhar com uma linda mulher e acordar de pau duro ou tendo ereção... Todo mundo olha uma bundinha que passa na rua, um músculo forte, um peito atlético, um rostinho bonitinho ou um corpo fenomenal! A imagem fica até umas horas, mas, ao chegar em casa, diante de tantas “bundas e peitos” que vemos e cruzamos diariamente estas imagens já eram! É claro que olhamos quando estamos sozinhos ou em grupo( amigos, amigas, ou da mesma opção sexual ), porque é no mínimo deselegante estirarmos nossos pescocinhos quando estamos na companhia do sexo oposto. Isto desvaloriza o acompanhante e expõe ao ridículo a pessoa que acompanha. Não se trata de ciúmes e sim de educação.

Existe a traição concreta: a real, que envolve sexo e demais pessoas. É no mínimo ultrajante, além de desestruturar famílias inteiras. Trata-se da traição conjugal carnal (seja entre marido ou mulher ou entre namorados). Inclusive pode-se levar a homicídios ou suicídios, dependendo da estrutura do individuo, até a loucura! Somos seres imperfeitos e infiéis por natureza! Mas temos ainda o raciocínio lógico e a moral a ditar normas e conceitos de certo e errado! Ah, mas o amor acabou!... Não consigo mais conviver com fulano, encontrei a mulher de minha vida... ÓTIMO!!! Todos nós nascemos para sermos felizes e dentro deste contexto fazer os outros felizes! Após algum tempo de vida sexual, tanto o homem quanto a mulher podem começar a sentir atração por pessoas diferentes de seu par. A fidelidade conjugal não anula o sentimento de desejo por outrem, mesmo que o casal jure fidelidade eterna, não passa de mera ilusão! A fidelidade está no prazer! O prazer de ver o outro feliz e da suposição de estarmos agradando e recebendo o mesmo. Mas, ainda assim vão sentir desejo extraconjugal. Fidelidade não é obrigação é escolha. E desta escolha pode nascer à satisfação ou a frustração. No Brasil a prática sexual tem sido feita dos dois modos possíveis, o legal e o ilegal ou dentro do casamento, com a aprovação e de todos, com a desaprovação, a censura e a condenação geral. Este sistema facilita a hipocrisia, pois, os mesmos que condenam são, muitas vezes, os próprios participantes ocultos da infração. O adultério pode ser definido, segundo Millôr Fernandes, como a quebra do contrato vitalício, civil ou religioso, com substituição de sócio, sem aviso prévio. Podemos dizer que existem substituições e substituições de sócios... Com a quebra do contrato de exclusividade sexual. Mas existe ainda o sócio indisciplinado, quando não descoberto, continua atuando na empresa como se nada houvesse ocorrido de anormal.

Quando descoberto e penalizado, costuma adotar vários tipos de defesas com negação absoluta e acusação de excesso de desconfiança; defesas sem negação da ocorrência, mas com denúncia de insuficiência, defeito ou problema por parte do outro sócio; defesas com aceitação da crítica e auto-acusação de desvalor e inferioridade; defesas com acusação de que o casamento acabou e que é melhor a separação, etc.

Na verdade, o que o parceiro lesado pretende não é exatamente punir o culpado, e sim conseguir uma garantia de que aquilo nunca mais irá acontecer. Quase todas as mulheres, quando nesta situação, são capazes de perdoar e deixar o problema no esquecimento se puder ter certeza de que não irá mais acontecer! Já os homens, intitulados “machões”, de grande orgulho sexual, não conseguem pensar assim e, freqüentemente, partem para uma retaliação, punindo a mulher com agressão física ou com humilhações mil, quando não com uma separação ou até com assassinato (continua atuando na empresa como se nada houvesse ocorrido de anormal).

N a realidade as pessoas não suportam o adultério e procuram sempre tomar providências punitivas. Só que estas são, constantemente, estapafúrdias e contraproducentes. O que mais conseguem com o revide é lançar o seu cônjuge nos braços de outra pessoa. Seria muito importante, pela própria economia de dor e de saúde, que estes cônjuges soubessem agir com acerto e acreditassem que poderiam conseguir melhor resultado usando um outro procedimento - a tolerância evangélica, lembrar que um erro não justifica outro e, então, deixar o engano havido inteiramente com a outra pessoa. Nós não precisamos sofrer porque alguém quis nos abandonar. Afinal, todos têm o direito de fazes suas escolhas, mesmo que estas não recaiam sobre nós. Só nos interessa um amor que nos seja espontâneo e nunca obrigatório. Aprendamos a abençoar e deixemos o afeto seguir o seu caminho. É claro que isso não é muito fácil de conseguir, considerando o nosso condicionamento antigo, mas pode ser obtido, devendo ser tentado. O primeiro passo é aderir à nova postura, ter vontade de fazer, acreditar que pode e desejar intensamente. E continuar insistindo, insistindo, sem cansaço. Você consegue.

“Supera as insinuações ciumentas na tua conduta, amando com tranqüilidade e confiando em paz. Se a pessoa amada não te corresponder à expectativa, segue adiante, porque o prejuízo é dela” - livro Pedaços do Cotidiano, do espírito Silveira Sampaio.

Trata-se de erro grave reter conosco um ente amigo que anseia por distância.

Quando as obrigações mútuas não são respeitadas a comunhão sexual costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas posteriores de difícil de solução, porque ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo.

Amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e lágrimas.

Vejamos o casamento como sendo um comércio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar. Contudo; se aquele não puder evitar o divórcio, evite pelo menos os obstáculos e sofrimentos. Em certos aspectos, é a mulher que se consorciou acreditando encontrar no esposo o retrato psicológico do pai, a quem se vinculou desde o berço; em outros, é o homem a exigir da companheira a continuidade da genitora, a quem se jungiu desde a vida fetal. Cada parceiro, no ajuste, continua sendo um mundo por si. Ou seja, cada um é cada um e nem sempre se afinam com o outro... O que não tem remédio, remediado está! Ou seja: se o mal menor é o divórcio evitando-se outros grandes males, valemo-nos dele. Porém; saibam que os devedores de hoje voltarão amanhã ao acerto das próprias contas( e quem sabe?Com a mesma pessoa!!! Não adianta fugir da própria cruz, não é mesmo?) Agora é com você...Você decide o final!

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